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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vou hospedar um intercambista... e agora?

Outro jeito de aprender sobre uma cultura diferente é receber um intercambista ao invés de SER o intercambista. Abrindo a porta para um estudante do exterior, também damos "boas-vindas" pra sua bagagem e daí podem sair histórias de grande aprendizagem para toda a família.

Porém, como nem tudo são rosas, deve haver um certo cuidado, afinal, estamos tratando de alguém que não está acostumado com nossos costumes e regras. Para auxiliar, pensei em listar alguns pontos importantes. Vale lembrar que, para períodos diferentes (curta e longa hospedagem), os perfis também são diferentes.


Primeiramente, devemos saber que, em muitos dos programas para hospedar um intercambista, não há auxílio de custo, ou seja, você que bancará os gastos do intercambista relacionado à comida, água, etc.

O que você ganha hospedando:
- Aprende mais sobre uma cultura diferente;
- Aprende e pratica outro idioma.

Quais são as suas obrigações:
- Oferecer quarto individual ou compartilhado com pessoa do mesmo sexo;
- Oferecer refeição ao intercambista.


Agora vamos ao que interessa??

1. Tente conhecê-lo antes de chegar ao seu país. Muitas agências disponibilizam endereços e e-mails para haver troca de correspondências entre intercambista e hospedeiro;

2. Arrume um canto legal para o intercambista. Nada como chegar na casa e saber que tem um espaço pra você, onde se pode dormir, ler um livro ou ver televisão tranquilamente. O intercambista vai se sentir importante vendo a dedicação do hospedeiro em lhe agradar;

3. Introduza o intercambista no seu mundo. Esse fator é importante!! Você não quer morar na casa de alguém e só dar bom dia e boa noite, né? É de extrema necessidade que o intercambista se sinta parte de algo, no caso, da sua família. Alguns intercambistas encontram grande dificuldade para se enturmar, então não se esqueça de apresentá-lo, inclusive, aos seus amigos. Só tome cuidado para não passar do limite e querer apresentar até pra vizinha da tia que nem você vê há 10 anos. O intercambista provavelmente não estará interessado nisso;

4. Regras!! Toda casa tem suas regras e, para não haver complicações futuras, é importante que o intercambista seja avisado sobre todas elas. E quando devemos combinar as regras com ele? O mais rápido possível, dessa forma podemos evitar constrangimentos para ambas as partes;

5. Seja simpático, mas não force a barra. Que tal mostrar seu restaurante favorito ou a biblioteca da cidade? Pergunte-o sobre seus interesses. Levá-lo para conhecer os pontos turísticos só é legal quando ele está realmente interessado. Se ele não estiver afim, deixe pra lá. Não tem nada mais chato do que alguém te empurrando para fazer algo que você não quer;

6. Seja delicado! Certifique-se de que o intercambista está confortável, seja em casa ou na escola.

7. Auxilie seu hóspede. Pergunte se está tendo dificuldades, se tem algo que você poderia fazer para ajudá-lo. Devemos ter em mente que um intercambista é um ser independente, porém se encontra em um local onde não tem conhecimento nem da cultura, nem do idioma, e pode precisar de ajuda; Não custa nada perguntar se ele gostaria que você pegasse o ônibus com ele um dia para lhe ensinar como funciona o transporte público em sua cidade ou mostrar à ele um mapa da mesma;

8. Improvise! Você descobriu que ele gosta de futebol? Leve-o para assistir um jogo do time da cidade. Ele te contou que nunca visitou a praia? Vá até uma durante o final de semana. O intercambista procura por experiências únicas e tenho certeza que você vai adorar estar lá quando elas se realizarem;

9. Seja tolerante. Pode haver variedade entre suas preferências e as dele, mas não deixe que isso seja um pivô no relacionamento de vocês;

BÔNUS. Não se esqueça que agora ele faz parte de sua família. Então você deve supervisioná-lo como se fosse seu filho. Claro que esse item se enquadra melhor quando falamos sobre intercâmbio para adolescentes, ok?


Alguém tem mais algo para acrescentar? Quanto mais ajuda, melhor! =)

Esse post foi escrito graças à Gláucia, que me enviou mensagem pelo facebook e vai hospedar intercambistas em breve :))

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Tipos e dúvidas sobre acomodações

"Onde vou ficar?" deve ser a segunda ou terceira pergunta que vem à cabeça se tratando de intercâmbios, né? Há diveeeersas formas de se hospedar no exterior, mas vamos às mais escolhidas:

EgaliHouse em Londres, foto tirada daqui.

Casa de família (ou Host Family):
Se hospedar em uma casa de família é nada mais que morar como um cidadão local. Você vai adquirir costumes dos nativos e conhecer sua cultura bem de perto.

Residência estudantil:
Geralmente são casas alugadas onde vários estudantes moram. Esses estudantes também são intercambistas, ou seja, em uma casa vai haver diveeeersas culturas diferentes. Pode haver também como opção os famosos campus universitários.

Hotel:
Bom, nem precisa de explicação, precisa? De longe é a opção mais luxuosa e cara e raramente compensa esse tipo de hospedagem durante um intercâmbio.

Albergue:
É uma mistura de residência estudantil com hotel. Os albergues estão sempre lotados por viajantes de todo o mundo. São quartos e banheiros compartilhados com outros hóspedes e uma cozinha à disposição.

Casas de agência de intercâmbio:
Algumas agências disponibilizam casas próprias (na Egali, por exemplo, tem a Egali House). Essas casas são locadas e operadas em parceria com um representante local. Geralmente são acomodações simples e compartilhadas com outros estudantes.


Agora as respostas para algumas perguntas "clássicas"

Vou me alimentar onde?
Dependendo do pacote que você fechar, a alimentação pode ou não estar inclusa. Em casa de família costuma ter meia pensão, já em residência estudantil é cada um por si...

Quando decido a hospedagem?
Antes de fechar o pacote com a agência de intercâmbio (ou com a escola, caso você esteja planejando a viagem sem intermediários), até mesmo pelos valores serem diferentes.

Quem vai me buscar no aeroporto quando eu chegar?
Provavelmente ninguém! O "transfer" é um serviço cobrado a parte para a maior parte dos programas de intercâmbio, porém, se você estiver indo cursar o colegial no exterior, a probabilidade de alguém te buscar cresce bastante.

Como faço pra trocar de moradia?
Primeiro você precisa se perguntar quem fez a "ligação" entre o intercambista e a moradia. Geralmente é a escola que oferece esse suporte, então você deve se encaminhar até lá, demonstrar o motivo da sua insatisfação com o local onde está hospedado e verificar a possibilidade de troca.


Eu acho que um detalhe importante é a diferença como se é tratado em programas distintos. Pra High School, como a família hospedeira não recebe intercambistas toda hora e os mesmos costumam ficar por um longo período, tratam com muito mais "cuidado". Porém, hospedeiros de alunos de cursos de curta duração costumam receber vários intercambistas (em períodos diferentes, claro) e, obviamente, não haverá o mesmo tratamento que um adolescente de colegial teria, né?

Não importa onde você escolher ficar, uma coisa é certa: Há regras em qualquer lugar e elas devem ser seguidas à risca. Em alguns casos, desrespeito pode levar à expulsão! Melhor tomar cuidado antes de fazer algo que já sabe que não deve, né?

Se alguém tiver algo para acrescentar ao post ou alguma dúvida (ou me corrigir sobre algo haiudhuaid), favor deixar nos comentários, viuuuu?!
Créditos ao @YagoDCarvalho pela sugestão de post :)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Como tirar o passaporte

Para sair do Brasil, apenas um documento é essencial: o passaporte. Requerer seu passaporte é fácil e não muito demorado. Separei em passos, apesar de ser super descomplicado.

1. Entre no site do departamento da Polícia Federal, clique em "Requerer Passaporte" (para ir direto para a página de preenchimento de dados, clique aqui) e preencha seus dados. Com isso você gerará um protocolo e o GRU (Guia de Recolhimento da União). Imprima ambos;

2. Pague o boleto do GRU;

3. Compareça à um DPF (Departamento da Polícia Federal), lembrando que, em alguns departamentos, é preciso fazer um agendamento antes. O requerente deve ir pessoalmente! Esteja munido de Documento de Identidade, CPF, Título de Eleitor e comprovantes de que votou na última eleição (ou declaração da Justiça Eleitoral). Se for homem, documento que comprove quitação com o serviço militar obrigatório; se for brasileiro naturalizado, deverá levar o Certificado de Naturalização; se teve seu nome alterado por conta de casamento, leve a Certidão de Casamento. Se você já tem um passaporte, você deve levá-lo. Caso não leve, você será obrigado a fazer o pagamento da taxa em dobro;

4. No DPF eles farão a coleta de digital e assinatura. Não se preocupe em levar sua foto, eles vão tirar lá!

5. Pronto! Você já fez seu passaporte. Agora é só esperar ele ficar pronto (demora, no máximo, 6 dias úteis) e buscá-lo pessoalmente, mediante Documento de Identidade e assinatura de recibo.

Agora você já pode viajar :)
Espero que esse post tenha sido útil...

UPDATE: O Guilherme, do blog Cara, cadê meu país?, fez um comentário super válido aqui no post. Em breve o Brasil emitirá o passaporte eletrônico, que possui um chip na contra-capa onde se encontram todos os dados pessoais. A Polícia Federal publicou que os novos modelos serão gradualmente implementados até o final de Janeiro de 2011. Pra quem não tiver com viagem marcada para tão cedo, vale a pena esperar um pouquinho, né? :)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Slep Test Online (parte 2)


Não é à toa que o post mais acessado aqui no blog é sobre o Slep Test. Afinal, ele é o primeiro medo de todo futuro intercambista.

Como disse no outro post, repito: O Slep Test não é um bicho de sete cabeças como pensam. Apesar de ser equivalente ao TOEFL (em português, "Teste de inglês como língua estrangeira"), o Slep Test é muito menos difícil. A explicação é que SLEP significa, também em português, "nível secundário de proficiência em inglês".

Pro post não ficar repetitivo, vou colocar links de testes em inglês que não são slep tests, mas são de mesmo nível e - o melhor de tudo - são testes interativos! Nada daqueles textos gigantes que a gente fica lendo e anotando as respostas para conferir no final.

Pesquisei bastante e achei esses sites bem interessantes e de fácil associação com o nível do Slep Test:
1. Na Elfnet tem testes curtos e ótimos. Pro nível do Slep Test, eu aconselho as seções de grammar e phrasal verbs. Nesse site também tem exercicíos de listening, mas não acho que seja uma boa, pois são de níveis de dificuldade completamente diferentes. Selecionei dois bem legais nesse site: Um quiz sobre gramática aqui e um para colocar as palavras em ordem certa aqui.

2. No English-test tem diveeeeersos testes em inglês para toooodos os níveis. Alguns são bem interessantes, como esse, que é sobre vocabulário. Outros são inúteis para quem está caminhando para o ST, pois abordam assuntos mais específicos, como Business.

3. E, por fim, o site LeanEnglishFeelGood. Lá tem uns exercícios de listening que, na verdade, são trechos de filmes. Bem básicos e de fácil entendimento, porém, também não acho que se encaixem com o nível do Slep Test. Destaque pros testes sobre "Do or Does", "So, such, many, much" e "Irregular verbs".

Apesar de eu ter dado destaque para alguns testes de cada site, podem conferir que não são apenas estes que valem a visita ;)

Para saber onde há modelos de Slep Test online, vá para o outro post clicando aqui.

Beijos,
Verônica

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Slep Test Online (parte 1)

No post em que escrevi sobre o Slep Test, o Lucas comentou que só é fácil para quem sabe muito bem inglês. O teste serve para descobrir se o futuro intercambista tem conhecimento básico, nada além disso.

Aqui há um teste online bem famoso entre os pré-intercambistas: http://www.ets.org/Media/Tests/SLEP/slepmanual.pdf

Legal, também, é o site da agência EF (Education First). Nele, há um exemplo de slep test (inclusive com áudio): http://www.ef.com.br/master/tests/

Encontrei mais um teste. Este está no site da Kaplan, escola de idiomas presente em vários países. O link é esse: http://www.testden.com/scripts/aspect/intro.asp

Fazer o teste online é um jeito de se preparar para o Slep Test "decisivo". Lembrando que, na maioria das agências, ele não é eliminatório, ou seja, se você não passar na primeira vez, poderá fazer novamente até obter a pontuação necessária. Mas, cá entre nós, se você não sabe o básico, é melhor estudar um pouco antes de se arriscar em um país onde não falam português.

Se você tem medo e/ou curiosidade sobre o Slep Test, vale a pena tentar fazer online antes!

Beijoos,
Veronica.

Para ler a parte 2, clique aqui.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Vontade


Chegar à etapa de somente arrumar as malas antes de viajar é difícil. É muita dor de cabeça! Você precisa de tempo e, principalmente, paciência. Estou bem triste com a minha situação e vim compartilhar com vocês. Muitos amigos meus sabem da minha extrema vontade de estudar nos Estados Unidos. O que ninguém sabe é que esse desejo me acompanha há três anos. Apenas me manifestei agora pois senti que estava pronta, mas, aparentemente, não estou. Ninguém põe fé em mim. Admito que minha vontade diminui progressivamente a cada dia que passa. Com muita pena, desisti de estudar fora. Ainda mais porque minha intenção nunca foi perder colação, festa e viagem de formatura. Afinal, é meu último ano de colegial! Logicamente, minha última chance de fazer High School no exterior. Até comecei a pesquisar sobre trabalho nos EUA (em acampamentos, resorts, etc). Dessa maneira, também aprendo outra cultura, conheço gente nova e aprimoro meu pobre inglês. Sem contar que os impostos pagos serão devolvidos quando voltar para casa. Vocês sabiam disso? Pois é, no próximo post falarei sobre esse tema...


Eu tinha feito um post bem extenso, falando sobre vários assuntos, mas o Blogger resolveu que não era para publicá-lo e o deletou! Mas, no geral, o que eu dizia era isso:

Se você tem muita vontade de estudar fora, corra atrás. Não deixe que ninguém consiga diminuir o que você sente. Converse com sua família, trabalhe o psicologico de todos desde cedo. Busque o melhor programa; aquele que você se identifica! Corra atrás do dinheiro necessário, pois um intercâmbio sai caro. Cada detalhe pré-viagem é tão importante quanto sua estada lá fora. Se aqui não der certo, lá também não dará! Boa sorte pra quem tá de viagem marcada e pra quem está correndo atrás também!

Não é porque o meu intercâmbio não vai rolar que eu vou deixar o blog de lado! A parada foi apenas por causa do Carnaval e minha viagem no final de semana haudhaiudhad


Beijos,
Verônica.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Entrevista com Gabi (Host Family)

Lembram que eu tava devendo algo para vocês? Aqui está: Uma SUPER entrevista com a SUPER fofa da Gabriele, que não me matou quando eu enviei as perguntas e ainda respondeu na maior boa vontade! De bônus, ela enviou algumas dicas super úteis pra gente, mas só vou publicar no próximo post hahahahahahah! Espero que gostem, pois as respostas foram bem claras!




1. Qual foi a primeira impressão da sua host family? Eles te buscaram no aeroporto?
Bom.. primeiramente quando eu soube no e-mail que era um casal de idosos eu me assustei, eles tinham 67 anos; achei que não ia fazer nada legal e ia ter que ir no bingo e na missa todo dia! Mas quando eu cheguei no aeroporto minha host mom (Helen) e um fotógrafo do jornal da região estavam lá (ele tirou mil fotos minha no aeroporto, em casa, na escola e jogando softball mas usou só uma no jornal, aaa.. saiu uma materia minha no jornal de lá "um dia de uma intercambista" com UMA foto e uma entrevista, me achei um pouco hahaha) e logo de cara vi que ela era muuuuito gente boa. Na viagem do aeroporto pra casa eu conversei muito com eles, principalmente com a minha mom porque por ser a décima intercâmbista que era recebida lá ela sabia que tinha que falar devagar pra eu entender! E já no caminho eu passei por Pittsburgh (Pennsylvania - USA) que era a cidade grande próxima (minha cidade [Rural Valley] tinha aproximadamente 300 habitantes, na verdade era uma vila e eu estudava em outra vila [Elderton] que tinha umas 500 pessoas) e lá eu vi um dos maiores estadios de futebol americano dos EUA, um outro de beisebol e um de hóquei no gelo (nesse eu fui ver um jogo um dia,GO PENGUINS!), vi a fábrica do catchup Heinz e a fábrica da Hersheys; eu estava maravilhada! Ai começamos a ir para o interiorzão, que é onde eu fiquei; eu fiquei com medo de não ter nada pra fazer, mas acho que é o melhor lugar pra se fazer intercâmbio pois as pessoas são receptivas! Bom, ai quando cheguei em casa, eu conheci meu host dad (Buddy) ele é demais mas no começo eu não entendia uma palavra do que ele dizia além dos três poddles e do labrador! No geral a primeira impressão foi de conforto com um pequeno receio que foi inevitável!


2. Você levou e/ou recebeu algum presente?
Antes de viajar eu já havia entrado em contato com a família por internet e ligado uma vez, e eu perguntei se eles queriam alguma coisa especial do Brasil porque eles já haviam recebido uma brasileira antes, e eles pediram uns cremes da Natura que não tem lá, mas falaram que iam pagar, mas claro que chegando lá eu fiz questão de dar; levei também havaianas do Brasil, camiseta da minha cidade e chaveiros de pedras!
Quando eu cheguei minha mom me deu flores com um ursinho de pelúcia e um cartão (eles tem mania de cartão haha).


3. Como era sua casa? Se você tinha irmão: Dividia o quarto com ele?
Minha casa, como eu já disse, ficava no interiorzão bem no meio do nada; o vizinho mais próximo ficava uns cem metros de distância. Era uma casa simples mas que tinha de tudo! Eles eram um casal que moravam sozinhos, portanto não precisavam ter uma casa enorme!Ah..uma obs: a garagem era maior que a casa porque meu dad era mecânico e adorava motos, four wheleer (quadricículo) e carros!
Meu quarto era o único cômodo de cima, na verdade tinha três camas e eram dois ambientes, mas só eu ficava ali!
Sobre irmãos, eu tive experiências bem diferentes. A irmã que morava perto (Lynda) tinha quarenta e sete anos, e era uma pessoa engraçadíssima, uma companheirona, e já os outros dois filhos, uma de 40 e o outro de 35 eu vi apenas uma vez porque moravam em estados diferentes.
Agora, irmãs de verdade foram duas menininha lindas que ficaram lá um tempo!
Além de intercâmbistas, minha mom recebe Foster Kids, que são crianças que sofrem abusos sexuais, físicos ou mesmo mentais dos pais e são retirados de suas casas até que a situação se resolva, ou eles acabam adotados ou morando com outros parentes, e enquanto se resolve a situação eles precisam ficar em algum lugar, então minha mom recebe e cuida deles enquanto isso.
A primeira que veio se chamava Nicolle e era uma graça, ela foi abusada sexualmente pelo pai, um absurdo, mas ela ficou apenas oito dias em casa e dormia no quarto do meu lado, ela falava que me amava a todo minuto, era muito carente e eu entendia e dava bastante atençao pra ela! A segunda era a Zoe e eu fiquei completamente apaixonada por aquela menininha de três anos; a mãe e o padastro batiam muito forte nela porque ela fazia xixi na calça, nossa, deu um dó quando ela chegou toda roxa; ela chegou no começo de abril do ano passado e está lá até hoje, eu vim embora no fim de junho do ano passado. Os três meses que eu passei com ela foram incríveis, ela me chamava de mãe e a minha mom de grandma, eu amo muito ela e na hora da gente se despedir foi bem difícil. Mas o que interessa é que ela está bem agora!





4. Você tinha tarefas domésticas?
Minha únicas tarefas que minha mom já falou no primeiro dia que eu tinha que fazer eram lavar minhas roupas (que era muito pratico lá e nem precisava passar porque ia na secadora) e limpar meu quarto de quinze em quinze dias com aspirador e limpa móveis! Eles nem subiam no meu quarto porque falavam que aquele era meu canto e que eu podia deixar como eu quisesse, mas não sujo.
Eu também ajudava com a louça ás vezes e sempre prometia que ia cozinhar mas só um dia fiz brigadeiro hahaha!


5. Teve alguma briga ou desentendimento durante a sua estadia?
Por mais estranho que pareça, não tivemos NENHUMA briga ou desentendimento. Eles falaram que intercâmbistas brasileiros são os melhores porque as duas únicas que não deram problema fui eu e a outra brasileira.
Mas eu me esforçava para não me desentender com eles, já que eu estava na casa deles, eu que tinha que me adaptar á eles e não eles á mim, na minha opinião.


6. Na hora dos passeios, eles eram mais liberais? Tinha hora para chegar em casa?
Ao contrário do que eu pensei que seria, eles eram liberais até demais, mas acredito que foi porque eu passei uma certa confiança para eles já no começo. No primeiro mês eu saia mais com eles e conheci várias pessoas mais velhas, íamos em vários jantares e cook outs (tipo churrasco) e eu me divertia até. Mas quando eu comecei a fazer amigos, eu parei de sair mais com eles e ia pra casa dos meus amigos. Várias vezes eu saia sexta a tarde depois da escola com uma amiga, ficava prá lá e pra cá em festas o final de semana inteiro ou íamos esquiar e eu voltava só domingo a tarde. Não havia limite de horário contanto que eu avisasse onde eu estava e com quem. O que facilitava muito era o fato de todos meus amigos dirigirem, aí eu não dependia deles para me buscar e levar!
Essa liberdade toda foi uma grande surpresa pra mim! Nem meus pais daqui deixavam eu fazer isso!



7. Rolou alguma mentira? Qual (is)?
Eu raramente mentia. Só quando eu sabia que eles não gostavam da companhia que eu tava ou do lugar, eu apenas omitia o fato. Ás vezes eu falava que tinha trabalho em grupo da escola na casa de alguém e saia de carro com meus amigos pra outra cidade, mas nada muito grave. E também não contava tudo o que tinha nas festas que eu ia né haha! Da parte deles, eu descobri que minha mom falava com minha mãe por e-mail sobre mim sem eu saber, mas também não quetionei ela pra não criar problema porque não era nada demais, só falei com a minha mãe daqui.


8. Como foi na hora de voltar para casa? Tem saudades e/ou contato com eles ainda?
Na hora de voltar pra casa foi uma choradeira só!
Eu vi meu dad chorando pela primeira vez, minha host sister Lynda chorando de soluçar, minha mom também chorando mais discretamente e a minha lindinha Zoe não entendendo muito bem tudo aquilo!
No aeroporto fiquei chorando umas três horas sem parar. Nunca chorei tanto acho!
Eu morro de saudades de tudo e todos. Família, amigos, escola, professores, treinadores e principalmente da Zoe!
Chorei tanto quando eu cheguei aqui e minha mom me contou que ela ficou uma semana indo na minha cama e perguntando se eu ia voltar!
Mantenho contato por msn e e-mail com minha família e no myspace com os amigos. Nunca vou parar de falar com eles!
Sempre sonho que eu voltei, coisa que eu pretendo fazer um dia!


9. Por fim, qual é a sua opinião geral sobre a sua host family?
No geral, eu AMEI demais minha host family. Desde o primo do tio da sobrinha da minha mom até os quatro cachorros que tinha em casa. Não poderia ter sido melhor! Me orgulho de cada segundo que estive lá e quero voltar e rever todos o mais rápido possível!




Espero que vocês tenham gostado da entrevista com a Gabriele! Agora, vamos todos agradecer pela colaboração: "Obrigado(a), Gabi!!"
Próximo post: dicas pro intercâmbio pela Gabi \o/
Beijos,
Verônica

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fazendo o Slep Test


Mesmo todos dizendo que o famoso Slep Test é fácil, muitos ainda tem dúvidas sobre o mesmo. O teste aplicado serve para provar o seu conhecimento sobre a língua inglesa e há uma certa pontuação a ser obtida. O bom de várias agências é que a prova não é eliminatória, ou seja, se você não passar de primeira, ainda tem a chance de estudar e refazê-la. O teste é extremamente básico! Se você está acostumado a ler em inglês, ouvir músicas, filmes e etc, você consegue fazer a prova. Geralmente, o Slep Test tem muitas perguntas, por isso, mesmo fácil, se torna cansativa. No meu caso, eram 145 questões divididas entre listening e grammar, todas de múltipla escolha (A-D). Para fazer o teste, você precisa ir até à agência e marcar a data, às vezes, eles deixam você fazer na hora mesmo (o que eu prefiro, assim é uma coisa a menos a se fazer). E como eu tinha dito no outro post, mesmo todo mundo achando fácil, eu fiquei super feliz quando soube que já podia fazer intercâmbio para qualquer país!
Qualquer dúvida é só deixar nos comentários, gentee! \o/

Dessa vez os créditos do post vão para o Andrey, que me perguntou sobre isso lá na comunidade! ahduhadiuhauid

Beijoos,
Verônica.

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